13/05/2025

Cama compartilhada: o que os pais precisam saber

Nos primeiros meses de vida, é comum que os pais queiram estar próximo do bebê, até na hora do sono, mas a cama compartilhada exige atenção.

A cama compartilhada, quando o bebê dorme na mesma cama dos pais, é uma prática frequente em muitos lares. 

Embora pareça uma forma prática e afetuosa de manter o bebê por perto, essa escolha envolve riscos importantes, especialmente nos primeiros meses de vida, quando o bebê ainda não tem total controle motor e precisa de um ambiente muito seguro para dormir.

Quais são os riscos da cama compartilhada?

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, entre os principais problemas da cama compartilhada estão:

  • Risco aumentado de sufocamento ou queda

Lençóis, travesseiros, colchões macios e até o movimento dos pais durante o sono podem representar riscos sérios para o bebê.

  • Sono fragmentado

Pais que dormem com o bebê na mesma cama tendem a acordar mais vezes, e o próprio bebê também pode ter o sono interrompido com frequência.

  • Dificuldade em desenvolver autonomia para dormir

Ao acostumar-se com a presença constante dos pais, a criança pode ter mais dificuldade em aprender a dormir sozinha no futuro, o que interfere na construção de uma rotina saudável de sono.

O que é recomendado, então?

A orientação da SBP é clara:

| O lugar mais seguro para o bebê dormir é no mesmo quarto dos pais, mas em um berço próprio, com colchão firme e sem objetos soltos.

Essa prática é conhecida como co-rooming (compartilhar o quarto, não a cama) e permite que os pais estejam por perto para atender o bebê durante a noite — mas com segurança.

Mas e se a família já compartilha a cama?

O mais importante é não agir com culpa.

Muitas vezes, essa prática começa por necessidade — sono exausto, dificuldade de amamentação ou falta de informação.

O papel do pediatra não é julgar, e sim orientar com cuidado, respeito e base científica.

Se você tem dúvidas sobre a melhor forma de organizar o sono do seu bebê, converse com o pediatra. Juntos, é possível encontrar uma alternativa segura e afetiva que funcione para a realidade da sua família.

Confira mais dicas: https://pediatrawernercarvalho.com.br/blog/primeiro-filho-confira-5-dicas-para-pais-de-primeira-viagem/

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