Quando o bebê nasce, há uma preocupação que surge na cabeça de todo pai e mãe: quando posso sair com o bebê?
É certo que uma das primeiras vontades dos papais e mamães é mostrar o mundo aos seus recém nascidos.
Contudo, muitas incertezas acometem os pais nesse momento tão delicado para o pequeno.
Afinal, o bebê ainda é muito delicado e sucessível a doenças e isso causa muito receio dos responsáveis.
Se você também possui essa dúvida, continue a leitura e descubra quando pode sair com o bebê recém-nascido.
Afinal, quando posso sair com o bebê recém-nascido?
Segundo uma pesquisa da revista Crescer, a maior parte dos pais (34%) aguardou de um a três meses para mostrar o mundo à criança.
Logo em seguida, vieram os que esperaram menos e já levaram o bebê para a rua com 6 a 20 dias (26%).
Há ainda os que passearam com o bebê com 5 dias ou menos de vida (17%), aqueles que decidiram levar o pequeno para um passeio entre 21 e 29 dias de vida (13%) e, finalmente, quem esperou mais de três meses (10%).
Tal pesquisa reflete a batalha entre a dúvida e o anseio dos pais em passear com seus pequenos.
No entanto, qual grupo está correto?
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, o ideal é que os recém-nascidos se ausentem de casa apenas em caso de necessidades como: consulta médica, vacinação, realização de testes de triagem neonatal, entre outros.
Ir ao shopping ou a festinhas de crianças não é recomendado pelo risco de contrair alguma doença, afinal, são locais fechados, sem ventilação adequada e com um aglomerado enorme de pessoas.
O mais recomendado é ficar em casa, se possível, pelo menos até o final do segundo mês de vida, momento em que o bebê já se adaptou a amamentação e recebeu as primeiras vacinas para proteção.
Quais os riscos de sair com o bebê recém-nascido?
Quando o bebê nasce, ele está com seu sistema imune imaturo e ao longo dos meses vai se solidificando a partir da amamentação e dos demais contatos com o mundo externo.
Contudo, as primeiras saídas do pequeno não dependem muito do “quando”, e sim, do “onde”.
Isso quer dizer que, se o que deseja é levar o seu bebê para conhecer o mundo, é melhor priorizar o local escolhido para isso.
O maior problema das saídas, é colocar a criança em contato com agentes infecciosos, já que, quando nascem, os bebês não estão com sua imunidade plenamente formada.
Por isso, locais muito fechados e com aglomerado de pessoas – ainda mais se forem pessoas infectadas com bactérias e vírus – devem ser evitados.
O verdadeiro risco está em o bebê ter contato com outras pessoas que habitualmente ficam muito doentes, como crianças pequenas entre 1 a 4 anos de idade, que estão com viroses quase todos os meses.
Nesse sentido, o problema não está necessariamente em sair de casa, afinal, até receber visitas pode ser perigoso para a saúde do bebê.
Contudo, certos passeios são positivos para o desenvolvimento do bebê e para a recuperação da mãe.
Eventualmente, dar uma “voltinha no quarteirão” pode ser benéfico, tanto para o bebê quanto para a mãe, principalmente quando em contato com a natureza.
Porém, neste caso, outro elemento importante a se atentar é o clima. Tanto o calor, quanto o frio exigem cuidados atentos com o bebê.
Por isso, durante o inverno ou em regiões frias, procure aquecer a criança com gorro, luva, casaco ou manta, mas não exagere para não sufocar o bebê.
No verão ou em regiões quentes, prefira roupas leves, que permitam uma boa ventilação. Nesses casos, a mãe também deve se hidratar bem para produzir o leite para amamentar o filho.
No entanto, lembre-se de ter cuidado com a exposição solar, já que não é possível aplicar protetor na criança antes de ela completar 6 meses.
Ainda assim, os pequenos passeios devem ser evitados na primeira semana a fim de proteger o bebê e dar um tempo para a mãe se recuperar.
Priorize sempre a saúde de seu filho acima de qualquer passeio ou visita e certifique-se de recuperar-se totalmente antes de pular para a próxima etapa.