A importância da vacinação infantil
Sabemos que temos que fazer vacinas de tempos em tempos, contudo, nunca é demais lembrar a real importância da vacinação infantil.
Sendo 17 de Outubro, o Dia Nacional da Vacinação, não poderia deixar de trazer tal conteúdo.
Afinal, apesar de a vacinação ser uma prática essencial nos dias de hoje e incentivada por todos os governos do mundo, muitas pessoas ainda questionam a eficácia e importância da vacinação.
Quando um bebê nasce, ele é delicado e fraco. Seu sistema imune não está completo e forte o suficiente para poder lidar com as inúmeras complicações que o mundo pode trazer.
É aí que entra a vacinação infantil.
Continue a leitura para entender a importância da vacinação infantil.
Afinal, qual a importância da vacinação infantil?
As vacinas são fundamentais para prevenir doenças, pois estimulam a produção de anticorpos contra vírus e bactérias causadoras de doenças graves.
Dessa maneira, ao tomar uma vacina, se induz uma proteção antes de ter contato com qualquer ameaça ao organismo.
A vacinação infantil é uma etapa fundamental para o desenvolvimento saudável de todas as crianças.
Além disso, é obrigatória no Brasil, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o não cumprimento dessa obrigação pode acarretar em penalidades, por exemplo, a suspensão de benefícios como o Bolsa Família.
As vacinas foram responsáveis, nas últimas décadas, pelo aumento de 30 anos na expectativa de vida.
As taxas de mortalidade infantil que eram acima de 20% reduziram para níveis próximos a um dígito, em boa parte do Brasil, graças a duas iniciativas importantes: água potável e vacinação.
Depois da água potável, nenhuma outra intervenção teve tanto impacto quanto as imunizações tiveram: salvam vidas, reduzem hospitalizações e sequelas de doenças.
Não há dúvida quanto aos benefícios da vacinação para qualquer doença que possamos considerar, mesmo as mais letais, como a pneumonia, meningite, diarréia e hepatite.
A vacinação reduz a mortalidade infantil, aumenta a expectativa de vida e oferece mais condições de crescimento e desenvolvimento.
O risco de evitar a vacinação
Segundo dados do Ministério da Saúde, a cobertura vacinal contra doenças que assolaram o país em outras décadas vem sofrendo uma queda significativa e já alcançou os índices dos anos de 1980.
A redução já despertava a atenção antes mesmo da pandemia, mas a situação dá sinais de ter se agravado em meio a ondas de desinformação surgidas no combate à COVID-19.
Apesar de gratuita, segura e eficaz, a imunização ficou em apenas 75% (o ideal são taxas sempre acima de 90%) no ano passado, acentuando uma queda que vinha desde 2015 e que abre as portas para que doenças já controladas e até erradicadas do país retornem.
Em 2020, esta queda ocorreu muito em função da pandemia. Mas a cobertura vacinal já vinha em baixa nos últimos anos, em decorrência de vários fatores.
A maioria dos especialistas entende que, entre as causas principais, estão o calendário vacinal cheio, horários pouco flexíveis para atender a população que não consegue faltar ao trabalho para levar a criança ao posto de vacinação, questões de acessibilidade e as fake news.
Contudo, um fator que pesa nesta queda da taxa de imunização no país, é a baixa percepção de risco.
O fato das doenças terem sido erradicadas no Brasil, faz com que a população se sinta menos ameaçada por elas e a motivação para se vacinar acompanha tudo isso.
Se conhecessem ou tivessem informações sobre tais doenças todos esses obstáculos poderiam ser superados.
Conforme apontado acima, além de proteger a saúde individual, vacinar a maior parte da população possibilita a eliminação de doenças graves do cenário mundial.
No entanto, quando se deixa de vacinar, a proteção da população diminui e as doenças voltam, o que pode aumentar a mortalidade infantil e de outras faixas etárias.
Um exemplo conhecido é o sarampo, que já não ocorria no Brasil há mais de duas décadas e voltou devido a baixa cobertura vacinal que deixou a população desprotegida.
Portanto, o maior risco de evitar a vacinação é propiciar a volta de inúmeras patologias que se acreditam erradicadas, porém só não estão em circulação dado a prevenção das campanhas de vacinação.
Confira #5 dúvidas frequentes sobre vacinação
Considerando o receio que a falta de informação pode trazer, decidi trazer as respostas para algumas dúvidas frequentes sobre a vacinação infantil.
Afinal, é de suma importância entendermos a função vital das vacinas nas nossas vidas e de nossos filhos.
Todas as informações foram retiradas do portal oficial da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Continue a leitura e confira #5 dúvidas frequentes sobre a vacinação infantil.
Dúvida #1 – As vacinas são seguras?
Sim. Todas as vacinas antes da aprovação foram submetidas a testes rigorosos ao longo das diferentes fases de estudos e seguem sendo avaliadas regularmente depois que começam a ser usadas, quanto à proteção e às reações que podem causar.
Os benefícios da vacinação superam os riscos de reações, considerando que muitas outras doenças e mortes ocorreriam sem as vacinas.
Dúvida #2 – Usar tantas vacinas pode “sobrecarregar” o sistema de defesa da criança?
Não. Cada vacina estimula a produção de anticorpos específicos, como se a pessoa tivesse apresentado a doença.
O sistema de defesa é mais exigido e sensibilizado com a exposição a outros elementos estranhos na rotina, como por exemplo, o consumo de alimentos industrializados ou contaminados por agrotóxicos, cujos componentes químicos exigem reações a essas substâncias estranhas.
Dúvida #3 – As vacinas têm efeitos colaterais?
As vacinas podem ter efeitos colaterais, sim. As reações mais comuns são febre, dor, endurecimento e vermelhidão no local da aplicação, mas cada vacina poderá causar reações diferentes.
A maioria das reações não contraindica prosseguir com a vacinação. As tecnologias mais modernas para produção de vacinas têm reduzido consideravelmente a ocorrência de reações indesejadas.
Dúvida #4 – Bebês prematuros só devem começar a tomar as vacinas quando tiverem a idade de nove meses?
Não. O prematuro deverá receber a vacina contra hepatite B ao nascimento independente do peso e da idade gestacional (duração da gravidez).
Para a vacina BCG é necessário ter peso mínimo de 2,5 Kg, bem como para as demais vacinas, as quais devem ser administradas nas idades cronológicas correspondentes, ou seja, ao completar os dois meses e em todas as idades seguintes recomendadas.
Há um calendário especial de vacinação para o prematuro, o qual deve ser seguido.
Dúvida #5 – Em caso de sintomas gripais, eu devo adiar a vacinação?
Se seu filho está resfriado, com tosse discreta, espirros, coriza e febre menos do que 38°C, não é necessário adiar a vacinação, poderá vacinar, sem problemas, já que o caso sugere um resfriado leve.
Mesmo em uso de antibióticos, deverá vacinar normalmente, pois o uso de antibiótico não contraindica a vacinação, desde que a criança esteja bem. A contraindicação seria se a criança estivesse com infecção grave, em internação hospitalar.
A vacinação é vital para o desenvolvimento pleno e saudável de qualquer indivíduo.
Não deixe de levar o seu filho nas campanhas de vacinação e tente sempre seguir os cronogramas de vacinação disponibilizados pelo governo.
Em caso de dúvidas, pergunte a um médico de confiança.