16/11/2023

Automedicação para crianças: o que você precisa saber

É comum que a automedicação para crianças seja usada quando elas ficam doentes.

Afinal, a saúde dos filhos é uma prioridade para todos os pais e cuidadores.

No entanto, o uso de remédios em crianças requer cuidados especiais e atenção aos detalhes. Continue a leitura e confira o que você precisa saber sobre a automedicação para crianças.

Consulte um médico

Antes de administrar qualquer medicamento a uma criança, é fundamental consultar um médico. A automedicação em crianças é extremamente arriscada, pois as dosagens e os tipos de medicamentos podem variar significativamente de acordo com a idade, o peso e a condição da criança.

Dar medicamentos a crianças sem consultar um pediatra, repetir receitas antigas, ajustar a dose por conta própria e encurtar o tratamento são práticas lamentavelmente comuns entre os pais. 

No entanto, essas ações aparentemente inofensivas podem ter sérias consequências para os pequenos. No Brasil, os medicamentos figuram como a principal causa de intoxicação, com crianças menores de cinco anos respondendo por aproximadamente 35% desses casos.

Desde a determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de que antibióticos só podem ser adquiridos mediante receita médica, houve uma drástica redução nos casos de automedicação envolvendo crianças. No entanto, tem aumentado o uso indiscriminado de corticóides.

Alguns cuidados com automedicação para crianças

A criança está em constante desenvolvimento, e seu organismo é delicado, podendo ser afetado agressivamente por pequenos descuidos.

É crucial que se entenda que, após a descoberta de um novo medicamento, são necessários aproximadamente 20 anos para que ele seja disponibilizado nas prateleiras das farmácias. 

Durante esse período, são realizados extensos testes em adultos saudáveis, no entanto, crianças, idosos e gestantes geralmente não são incluídos nos ensaios clínicos. Isso significa que a segurança e eficácia de muitos medicamentos em crianças não são adequadamente avaliadas, e, como resultado, as bulas frequentemente não fornecem orientações de dosagem específicas para crianças. 

O organismo infantil está em constante evolução, tornando o uso de medicamentos potencialmente arriscado, uma vez que os efeitos podem variar significativamente de uma fase de desenvolvimento para outra.

É importante observar que crianças com menos de dois anos não devem ser expostas a antialérgicos ou medicamentos para tosse. Essa recomendação é indicada em todas as embalagens desses medicamentos, e a orientação de um pediatra é fundamental.

Além disso, use o dispositivo de dosagem fornecido na embalagem do medicamento e não substitua por uma colher de chá comum. Aumentar a dose pode aumentar a toxicidade do medicamento, não o seu efeito.

Mantenha medicamentos fora do alcance das crianças, armazenando-os em armários trancados e fora do alcance. O sabor muitas vezes atraente de alguns medicamentos pode ser tentador para as crianças, e a intoxicação devido à ingestão excessiva deve ser evitada a todo custo.

Evite dar vários medicamentos simultaneamente, a menos que seja expressamente indicado por um profissional de saúde. Misturar medicamentos pode aumentar o risco de interações perigosas ou efeitos colaterais.

Sempre consulte um médico antes de administrar qualquer medicamento para uma criança e esteja atento aos sinais de reações adversas. A saúde das crianças é uma prioridade, e um cuidado adequado pode garantir um tratamento seguro e eficaz quando necessário.

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