Bebê no verão: 5 cuidados essenciais
A época mais quente do ano requer pequenos cuidados especiais para que a saúde do bebê seja garantida, principalmente quando consideramos o aumento expressivo das temperaturas nos últimos anos.
Neste artigo, trago alguns cuidados que considero essenciais para a saúde do bebê no verão.
Siga a leitura para saber mais.
1) Mantenha sempre a hidratação respeitando a idade do bebê
Assim como nós, adultos, os bebês precisam de hidratação extra durante o verão, visto que perdem água em períodos de calor excessivo.
Se o seu pequeno mama exclusivamente no seio, não é necessário oferecer água, visto que o leite materno cumpre tal função com êxito. No entanto, pode ser interessante aumentar o aporte de amamentação durante o período, de modo que o pequeno se mantenha hidratado nos dias de grande calor.
O leite materno é constituído por 88% de água e possui tudo o que o bebê precisa para saciar a sede e o apetite. Dessa forma, sempre que a mãe amamenta, o bebê está bebendo água através do leite.
Dica importante para as mamães: lembrem-se também de beber muita água. A produção de leite depende diretamente da quantidade de água que vocês ingerem diariamente.
2) Ofereça água ao invés de chás
Conforme abordei recentemente em meu Instagram, é muito comum que as vovós e as “comadres” ofereçam chazinhos ao invés da água.
O motivo? Pelo fato da água não ter gosto e nem cheiro, pode ser estranho para o bebê, em um primeiro momento, se acostumar com a falta de sabor do líquido.
Dessa forma, observo que algumas mamães e papais passam a oferecer chás no lugar da água para facilitar o consumo dos pequenos.
O grande problema dessa prática é que nada substitui a água e, além disso, é importante acostumar os pequenos a consumirem o líquido, já que ele é essencial para a saúde do organismo e o indivíduo precisará consumir ao longo de toda a vida.
Outra boa dica para aumentar a ingestão de água em bebês com mais de seis (6) meses é oferecer frutas com maior percentual de líquidos. Essa atitude pode auxiliar na manutenção da imunidade e hidratação do bebê no verão.
Abaixo separei uma lista com as principais frutas e seus respectivos índices de água na composição nutricional:
Melancia – 92%
Melão – 90%
Morango – 90%
Abacaxi – 87%
Laranja – 87%
Goiaba – 86%
Maçã – 86%
Uva – 81%
Banana – 74%
3) Sempre utilize chapéus, protetor solar e, se possível, roupas com proteção UV para o bebê no verão
O sol é vital para a nossa vida, no entanto, é preciso expor os pequenos com muito cuidado para evitar queimaduras, insolação e, por consequência, a desidratação.
Além disso, o grande perigo se refere aos problemas cumulativos da exposição solar, como manchas e câncer de pele.
A pele das crianças e principalmente dos bebês é mais fina e imatura quando comparada a de um adulto, o que a torna mais frágil também.
O primeiro tipo (UVA) é constante ao longo do dia, enquanto o segundo (UVB) torna-se mais intenso aproximadamente às 12h. Somado a isso, há outro agravante: a Academia Americana de Dermatologia estima que 80% da radiação solar que recebemos na vida ocorre até os 18 anos de idade. “Faz sentido, pois se trata do período em que temos mais tempo para ficar ao ar livre”, diz Magda Exposito, dermatologista do Hospital Santa Catarina (HSC), em São Paulo, para a SBP.
Em resumo, passeie com os pequenos antes das 10h e após às 16h, sempre utilizando protetor solar. Além disso, utilize boné, óculos de sol e roupas com fotoprotetores. Tais peças são muito interessantes, visto que a proteção dura enquanto o produto estiver inteiriço e só será comprometida se a roupa for danificada – ou, é claro, as peças deixarem de servir nos pequenos!
4) Não agasalhe em excesso o bebê no verão
Os bebês sentem tanto calor quanto nós. Por isso, não faz nenhum sentido utilizar cobertores e roupas quentes nas altas temperaturas.
Antes de vestir a criança, mesmo um recém-nascido, pergunte a si mesmo: eu utilizaria essa mesma peça com a qual estou vestindo o meu filho?
Se a resposta for negativa, não hesite em repensar o vestuário.
É muito comum ver um pai de bermuda e a mãe de vestido, enquanto o bebê utiliza diversas camadas de roupinhas.
Roupas em excesso podem ocasionar brotoeja e, em casos mais graves, desidratação. Sem falar, é claro, no desconforto que você estará proporcionando ao seu pequeno tesouro ao enchê-lo de roupas sem necessidade!
5) – Saiba escolher os repelentes adequados
Um item muito importante durante o verão são os repelentes, visto que o número de mosquitos aumenta – e muito! No entanto, é importante ressaltar que o uso de repelente em bebês não deve ser iniciado antes dos seis meses de idade. Antes dessa idade, você deve proteger o seu bebê de outras formas, utilizando barreiras físicas como os mosquiteiros.
– A aplicação do repelente em crianças deve ser sempre feita por um adulto.
– Não aplique repelente na palma da mão da criança. Dessa forma, você evita que ele coloque as mãozinhas nos olhos e na boca, o que pode causar irritação.
– Em crianças de 2 a 12 anos de idade, não utiliza repelente mais do que três (3) vezes ao dia.
– Não se esqueça que o repelente é sempre a “última cada”. Primeiro aplique o protetor solar ou hidratante e, após 15 minutos, utilize o repelente.
– Até que completem o segundo aniversário, as crianças não devem usar repelentes à base do composto químico chamado DEET, muito tóxico para bebês. Crianças com idade entre 2 e 12 anos podem utilizar repelentes com DEET, mas desde que a concentração não ultrapasse 9%.
– A partir dos dois anos, bebês também podem utilizar repelentes que contenham óleo de citronela e icaridina, em concentrações de 25% e 1,2% respectivamente. Antes disso, devem evitar.
Ao utilizar aparelhos de tomada que liberam inseticida, saiba que eles podem ser ligados quando a criança não estiver no quarto, pois podem ser prejudiciais à saúde. Prefira conectá-los longe do berço ou da cama onde o bebê dorme.
Tenho certeza que você aproveitará o verão com muito mais tranquilidade seguindo as dicas acima. Boas férias!