Câncer Infantil: prevenção salva vidas
Por ano, são registrados cerca de 12 mil novos casos de Câncer Infantil no Brasil. Os dados são do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que apontam crianças de quatro (4) a cinco (5) anos como a faixa etária principal dos casos.
Segundo o Inca, os avanços da medicina podem oferecer a cura para cerca de 80% das crianças com o diagnóstico precoce. Para que possa se ter o diagnóstico precoce é fundamental que toda a criança tenha acompanhamento rotineiro com um pediatra, pois a maioria das manifestações iniciais é comum a uma séria de doenças benignas. O conhecimento prévio do estado de saúde da criança contribui para a identificação de quando um sinal/ sintoma comum pode ser apresentação de alguma doença mais grave.
Também é possível estar alerta aos sintomas dentro de casa. Mães e pais possuem a responsabilidade de zelar e se preocupar com a saúde de seus filhos, ficando atentos a qualquer sintoma alterado que possam apresentar.
Câncer Infantil: alerta aos sintomas
A prevenção e diagnóstico precoce são importantes quando falamos de qualquer doença, seja em adultos, crianças ou adolescentes.
Quando se trata de crianças, o alerta aos sintomas é a principal base para um diagnóstico precoce e tratamento eficaz contra doenças e enfermidades. É necessária a atenção do profissional da área médica, bem como dos pais ou tutores responsáveis pela criança ou adolescente.
Quais são esses sintomas?
São inúmeras as enfermidades, alergias e doenças que existem à nossa volta. Estamos sujeitos a contraí-las e até mesmo transmitir doenças infecto-contagiosas. Cuidados com a alimentação, exposição moderada ao sol, atividade física adequada para a idade e hidratação, além de um acompanhamento médico regular, são ferramentas na prevenção às doenças.
Além de fatores ambientais e de estilo de vida não bem identificados na infância, a genética é um dos principais determinantes do câncer infantil.
Os sintomas que precisam ser investigados nos pequenos em caso de persistência são:
- Palidez, hematomas ou sangramento, dor óssea;
- Adenomegalias (ínguas), principalmente aquelas de consistência aumentada e dolorosas à palpação;
- Perda de peso inexplicada, tosse persistente, sudorese noturna e falta de ar;
- Alterações nos olhos, como estrabismo;
- Massas abdominais;
- Dores de cabeça persistentes ou graves, vômitos pela manhã com piora ao longo do dia;
- Dor nos membros e inchaço sem traumas.
Outro sintoma pouco investigado, mas muito importante para o diagnóstico de doenças em crianças e adolescentes é a mudança de comportamento.
É importante que pais, mães e cuidadores estejam atentos a alterações comportamentais, como delírios, confusão, falta de concentração e até mesmo, irritação excessiva.
Além disso, é papel do pediatra escutar o responsável pela criança ou adolescente a respeito das mudanças observadas no dia-a-dia.
Câncer Infantil: quais são os desafios?
Os tipos mais comuns de câncer infantil são: leucemia, tumores no sistema nervoso central e linfomas.
Diferentemente dos cânceres mais comuns em adultos, esses tipos de cânceres infantis não são tão previsíveis, como é o caso de um câncer de pulmão em decorrência do tabagismo ou câncer de pele, causado por conta da alta exposição ao sol sem proteção adequada.
O tratamento mais comum e eficaz contra o câncer infantil é a quimioterapia. As crianças e adolescentes respondem melhor ao processo do que os adultos, porém, os efeitos colaterais e toxinas às quais ela é exposta precisam ser monitorados e tratados a longo prazo, com o acompanhamento dos profissionais adequados.
Além de questões relacionadas ao tratamento em si, é preciso estar preparado para a situação. Pais, família, médicos e a própria criança precisam de suporte psicológico profissional para compreender, aceitar e vencer o câncer.
Quando falamos sobre saúde, a chave sempre será o diagnóstico e o tratamento precoce, que se torna possível através do acompanhamento regular com um médico pediatra.