Afinal, qual a melhor opção para a saúde da mamãe e do bebê: cesárea ou parto normal?
No consultório, recebo muitas dúvidas dos pais dos meus pequenos pacientes sobre a cesárea ou parto normal.
A partir do momento do diagnóstico da gravidez várias expectativas são geradas em todas as pessoas que direta ou indiretamente estão ligadas a chegada do bebê.
Assim, ocorrem dúvidas e inseguranças, as quais que devem ser discutidas com os médicos envolvidos na gestação.
O papel do obstetra é fundamental para tranquilizar e esclarecer as dúvidas da gestante e sobretudo desmistificar a gravidez.
Afinal, gestar não é uma doença e sim um estado fisiológico alterado da gestante devido a formação de um novo ser no seu ventre.
À medida que a gestação evolui, o pediatra que for atender o bebê em sala de parto também deve ser envolvido nesse processo através da consulta pediátrica pré-natal.
A escolha da melhor opção de forma de nascimento passa por uma decisão da gestante, levando em consideração a experiência e recomendações do médico obstetra baseado na história clínica e perfil psicológico da futura mamãe.
Neste artigo, trarei considerações sobre a cesárea e o parto normal. Para saber mais, siga a leitura!
Cesariana ou parto normal: entenda as diferenças
Entre os países latinoamericanos, o Brasil está em primeiro lugar quando se trata da realização de cesáreas. Segundo o Sinasc (Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos), em hospitais privados, o número de cesarianas chega a 85%.
Sem dúvida, a cesárea se tornou um procedimento comum no país. No entanto, o procedimento não deve ser visto como um vilão.
Ao contrário do que verificamos na Internet, uma cesárea bem conduzida pode garantir mais comodidade e segurança para a mãe e seu filho durante o momento tão esperado que é o parto.
Um dos principais pontos positivos da cesárea é o gerenciamento de crise, já que o profissional possui controle sobre os acontecimentos durante o parto, podendo garantir maior segurança da mãe e do bebê.
Quando optar pela cesárea?
O que toda mãe quer é que o seu bebê nasça saudável, forte e feliz. O papel do médico é garantir que esse momento seja seguro, confortável e, de certa forma, inesquecível para a família.
Partos com período expulsivo prolongado podem muitas vezes levar a mãe à exaustão por não conseguir realizar as manobras necessárias para o nascimento.
Dessa forma, é colocado em risco o futuro desenvolvimento do bebê – bem como qualquer tipo de parto que não conte com o acompanhamento de um pediatra apto para realizar reanimação caso necessário.
Nunca se esqueça: o parto normal deve ser sempre a primeira escolha, porém, a segurança da gestante e seu bebê devem estar em primeiro lugar.
Ainda que a data da última menstruação e os exames de ultrassonografia realizados durante a gestação possam indicar o tempo de gestação e a chamada data provável do parto, não há como determinar o momento exato para o nascimento do bebê.
Assim, uma cesárea bem indicada pode contribuir para a segurança do desenvolvimento infantil.
A principal preocupação é a idade gestacional, jamais em condições eletivas antes das 38 semanas, ressalvadas condições clínicas maternas ou fetais que se transformam em cirurgia de urgência.
Indica-se o procedimento cirúrgico quando existem riscos iminentes em relação à vida da gestante e do bebê. Como exemplo, podemos citar o descolamento da placenta, má-formação cardíaca, eclâmpsia ou pré-eclâmpsia, entre outras situações.
Converse sempre com o seu médico obstetra de confiança. Para saber mais sobre a importância da consulta pediátrica pré-natal, clique aqui.
Se você possui dúvidas a respeito do tema, deixe o seu comentário abaixo!