Alimentação da criança: o que é possível introduzir após um ano de idade?
Os cuidados com a alimentação da criança iniciam na introdução alimentar e devem ser mantidos ao longo de todo o seu desenvolvimento.
Segundo o Ministério da Saúde, a obesidade infantil afeta 3,1 milhões de crianças menores de 10 anos no Brasil.
Conforme o levantamento realizado em 2019, a doença afeta 13,2% das crianças entre 5 e 9 anos acompanhadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ainda nessa faixa-etária, 28% das crianças apresentam excesso de peso, sinal de alerta para o risco de obesidade ainda na infância ou no futuro.
Entre os menores de 5 anos, o índice de sobrepeso é de 14,8%, sendo 7% já apresentando obesidade. Esses dados são baseados no Índice de Massa Corporal (IMC) de crianças que são atendidas na Atenção Primária à Saúde (SAPS), divulgados pelo Ministério da Saúde.
O enfrentamento à obesidade infantil começa ainda no pré-natal, com o controle de crescimento do feto para averiguar sua saúde, além de exames de sangue e teste glicêmico para monitorar a saúde da gestante.
Assim, é possível iniciar os cuidados com a alimentação dos pequenos já nos primeiros dias de vida, mantendo-os ao decorrer de sua vida.
Continue a leitura para compreender mais sobre a importância de oferecer uma alimentação balanceada para as crianças durante a primeira infância.
Refeições saudáveis e saborosas para seu bebê
A alimentação saudável é um dos pilares para o pleno desenvolvimento de uma criança.
Nesse sentido, uma alimentação variada e colorida pode incentivar o gosto por bons alimentos.
A rotina alimentar saudável pode variar de acordo com cada bebê, contudo, a fórmula padrão é composta por cinco (5) refeições: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar.
Para que você siga a rotina, é necessário manter horários para cada oferta de alimentos, além de prestar atenção e manter um controle sobre o que será oferecido à criança..
Confira alguns exemplos:
- Frutas e sucos: Dê preferência para a sua forma in natura, podendo preparar sucos com as frutas, sem a adição de açúcares e sem coar. Importante ressaltar que a quantidade máxima de suco por dia é de 120ml, além de evitar o seu consumo diário. A água deve ser o líquido principal consumido pela criança e sempre ser oferecida após as refeições.
- Alimentos sólidos: a comida oferecida à criança pode ser a mesma da família, desde que, conforme citado anteriormente, sejam oferecidos de forma variada os cinco grupos alimentares. O bebê também já pode comer a comida com sal, desde que se use o mínimo necessário para realçar o sabor. O excesso de sal continua sendo prejudicial. Ressalto que ainda existem restrições alimentares, além do cuidado com alergias a alimentos e até mesmo uma possível intolerância alimentar. Se esse é o seu caso, você pode compreender mais sobre esse assunto aqui.
Além de cuidados com a rotina alimentar, possíveis alergias e intolerâncias, é preciso atentar-se para a oferta de alimentos saudáveis, evitando alguns itens até os 2 anos de idade, conforme você verá em seguida.
Alimentos para evitar até os 2 anos de idade
Conforme esclarecido ao longo deste artigo, a alimentação da criança precisa de ingredientes saudáveis e o cumprimento de uma rotina diária, a fim de que o seu desenvolvimento ocorra da melhor maneira possível.
Assim, evitar alguns alimentos é essencial para que o processo ocorra de maneira saudável, sem consequências nocivas à saúde dos pequenos.
Confira abaixo a lista de alguns alimentos que devem ser evitados nessa faixa etária:
- Açúcares (de todos os tipos, incluindo açúcar mascavo, demerara, de coco);
- Mel e melado;
- Adoçantes;
- Frituras de imersão;
- Embutidos e ultraprocessados;
- Produtos com excesso de sal;
- Sucos artificiais;
- Corantes artificiais;
- Alimentos com gorduras trans;
- Café, chimarrão ou chás com cafeína;
- Chocolates;
- Biscoitos, bolachas de água e sal e de maisena continuam sendo inadequados para a idade.
Prepare refeições criativas para o incentivo à alimentação da criança de maneira saudável
Você já compreendeu que a apresentação dos alimentos de forma bonita e organizada pode estimular o gosto por eles.
Além disso, deixar a criança tocar, pegar e até brincar é uma maneira de incentivar os bons hábitos alimentares e até mesmo a sua independência.
Portanto, na hora de oferecer um almoço, por exemplo, separe os alimentos no prato para que a criança visualize a sua refeição e se encante pelo processo..
Lembre-se sempre: nossos pequenos estão aprendendo a criar rotinas, costumes e novos gostos.
Com o intuito de criar cardápios que estimulem a boa alimentação da criança, é necessário entender as famílias dos alimentos. Abaixo segue uma breve listagem para você compreender de maneira prática:
- ALIMENTOS REGULADORES: fornecem uma quantidade maior de vitaminas, fibras e minerais. Alguns exemplos são: frutas,verduras e legumes.
- ALIMENTOS ENERGÉTICOS: são carboidratos que fornecem energia para que o seu filho brinque e faça tudo o que precisar diariamente. De preferência, evitar alimentos industrializados e processados. Alguns exemplos são: farinhas, arroz, feijão, batatas e massas.
- ALIMENTOS CONSTRUTORES: proteínas fundamentais para o crescimento. Alguns exemplos são: leite, queijos magros, iogurte, ovos, carnes, proteínas vegetais, como o grão de bico e a ervilha.
Considerando essas informações, para construir um bom prato para a alimentação da criança, você deve acrescentar pelo menos um alimento de cada item citado acima.
Dessa maneira, você oferece uma alimentação saudável e balanceada para a criança.
Além disso, é importante atentar-se para outros fatores, como por exemplo a obesidade infantil, introduzindo na rotina dos pequenos, algum tipo de atividade física, como ir ao parque, brincar, correr e se divertir com os responsáveis.
Afinal, segundo o pensador italiano, Francisco Tonucci: “todos os aprendizados mais importantes da vida são feitos brincando”, o que reforça a importância de atividades que incentivem a brincadeira.
Você pode ler mais sobre o assunto aqui.
A importância do equilíbrio e do exemplo para a alimentação da criança
Como foi possível compreender ao longo deste artigo, existem diversos fatores para o controle da obesidade infantil e oferecer uma alimentação saudável faz parte dessa prática.
Assim, o incentivo a rotinas alimentares organizadas já na primeira infância, ajudam para que no futuro os pequenos tenham gosto por práticas saudáveis.
Por fim, é preciso ter consciência de que a nossa alimentação e práticas também influenciam nossos pequenos, ou seja, para que a alimentação da criança seja repleta de bons hábitos, precisamos tê-los também.
Em meu blog, você encontra mais referências a respeito da importância do exemplo para a criação de crianças e adolescentes. Confira aqui.